Emergência é reconhecida após risco de rompimento de barragem em Porteirinha

Fortes chuvas elevaram o nível da Barragem das Lajes e colocaram o município em situação crítica, com evacuações preventivas e monitoramento federal.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de emergência no município de Porteirinha, no norte de Minas Gerais, devido ao risco iminente de rompimento da Barragem das Lajes. A medida foi oficializada por portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União no domingo (1º).

De acordo com o ministério, a estrutura localizada na zona rural apresenta risco elevado após o aumento expressivo do volume de água provocado pelas chuvas intensas na região. A Defesa Civil municipal emitiu dois alertas extremos e orientou a população das áreas vulneráveis a deixar imediatamente os locais de risco e buscar abrigo em áreas seguras.

A prefeitura informou que a barragem registrou um rompimento parcial, com comprometimento superior a 90% do sangrador, estrutura responsável por escoar o excesso de água. Em transmissão ao vivo nas redes sociais oficiais, o prefeito Silvanei Batista afirmou que o volume acumulado foi o maior desde a construção da barragem e alertou que ainda existe possibilidade de colapso total.

Segundo o Grupo Federal de Segurança de Barragens, a situação segue sob monitoramento permanente, com a atuação conjunta da Defesa Civil Nacional, agências fiscalizadoras e órgãos estaduais e municipais.

Dados da administração municipal indicam que, na madrugada de sábado (28), foram registrados mais de 120 milímetros de chuva em cerca de quatro horas. O volume provocou a maior enchente em mais de 40 anos na área da Barragem das Lajes, construída em 1983 e com extensão de 11 hectares.

O município estima que aproximadamente 800 pessoas podem ser afetadas caso ocorra o rompimento total da estrutura, que atingiria cerca de 85 hectares nas áreas abaixo da barragem. As comunidades de Lajes, Barreiro, Barroca e o distrito de Serra Branca estão entre as mais vulneráveis.

Até domingo, 114 moradores de 46 residências haviam sido retirados preventivamente. Desses, 13 foram encaminhados para abrigo público, enquanto os demais permaneceram em casas de familiares.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) informou que enviou técnicos ao local para avaliar as condições da estrutura e prestar apoio técnico. O órgão destacou que a gestão, operação e manutenção da barragem são de responsabilidade do município, conforme termo de compromisso firmado em 1989.

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