O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou nesta quarta-feira (25) que as equipes federais enviadas para a Zona da Mata de Minas Gerais permanecerão na região atingida por fortes chuvas. A declaração foi feita durante visita às cidades afetadas, incluindo Ubá.
Segundo o ministro, a presença técnica no local permite maior agilidade na elaboração de planos de trabalho e na execução das ações emergenciais. A estratégia busca tornar mais eficiente o atendimento às demandas das prefeituras e da população.
Além das operações de busca e resgate e do apoio a pessoas desalojadas e desabrigadas, as autoridades trabalham no restabelecimento de serviços essenciais, recuperação da mobilidade, limpeza urbana e planejamento da reconstrução das áreas atingidas.
Os temporais provocaram alagamentos e deslizamentos de terra que resultaram em 40 mortes em Juiz de Fora e seis em Ubá. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, 21 pessoas ainda estão desaparecidas.
Força-tarefa multidisciplinar
A Defesa Civil Nacional enviou oito especialistas do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) para acelerar as ações de assistência humanitária e a recuperação das cidades. A operação conta ainda com o apoio de diferentes ministérios.
Equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde também atuam no atendimento à população afetada.
Reconhecimento de calamidade
A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, nos municípios de Ubá e Matias Barbosa. As portarias foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.
O reconhecimento federal permite que as prefeituras solicitem recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações emergenciais e de reconstrução.
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