A Justiça Eleitoral de Mato Grosso deu um passo importante na inclusão democrática nesta quarta-feira (18). Através do projeto Registre-se! Eleitoral, idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 51 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Complexo Pomeri (Case Cuiabá) realizaram o alistamento eleitoral e agora possuem o título de eleitor.
A ação atendeu 36 rapazes e 15 garotas, com idades entre 15 e 18 anos. Além da coleta biométrica e fotografia, os jovens participaram de atividades educativas sobre o peso do voto nas políticas públicas e realizaram simulações na urna eletrônica.
O objetivo do projeto: Viabilizar a emissão de documentos fundamentais para pessoas em situação de vulnerabilidade e custodiadas pelo estado, combatendo o sub-registro e promovendo a ressocialização.
Vozes da Autoridade: O impacto da ação
| Autoridade | Destaque da Fala |
|---|---|
| Des. Lídio Modesto (TRE-MT) | “O projeto combate o sub-registro e inclui esses jovens no processo de escolha dos nossos governantes, fortalecendo a democracia.” |
| Juíza Leilamara Rodrigues (TJMT) | “Trabalhamos para que eles conheçam seus direitos e deveres, preparando-os para a vida ativa na sociedade lá fora.” |
| Welder Queiroz (EJE-MT) | Enfatizou que o asfalto, o ônibus e o posto de saúde dependem de políticas públicas decididas pelo voto. |
A visão de quem foi atendido
Para os internos, a ação trouxe um sentimento de “visibilidade”. O jovem E.V.S.S., de 18 anos, afirmou que se sente mais cidadão agora que possui o documento. Já a adolescente B.S.M., de 17 anos, confessou que não sabia que menores de 18 anos já podiam participar do processo eleitoral.
“Achei que só adulto podia votar. É bom aprender que, mesmo estando aqui, a gente tem direitos”, relatou a jovem após a simulação na urna eletrônica.
Abrangência do Projeto em Mato Grosso
O atendimento no Case Cuiabá faz parte de uma mobilização maior. Entre os dias 16 e 20 de março, a Justiça Eleitoral está promovendo atendimentos em oito municípios de Mato Grosso, focando em unidades de custódia e centros socioeducativos. A iniciativa conta com o apoio técnico do programa “Fazendo Justiça” e está alinhada ao Plano Pena Justa.
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