A deputada estadual Janaina Riva (MDB) veio a público negar qualquer interferência na crise interna do Democracia Cristã (DC) em Mato Grosso, que resultou na saída do produtor rural Antônio Galvan da sigla. Janaina classificou como “surpresa” a informação de que sua chapa teria sido o pivô do desentendimento.
“Nunca entraram em contato comigo. Soube disso pela imprensa. Nem com o Galvan, nem com ninguém próximo a ele”, afirmou a deputada.
O Ponto da Discórdia: A Suplência

A polêmica começou quando Galvan oficializou sua saída do DC, alegando que a presidência nacional do partido impôs uma condição para sua permanência: ele deveria desistir da candidatura ao Senado para ser primeiro suplente de Janaina Riva ou disputar uma vaga na Câmara Federal.
Galvan e sua esposa, Paula Boaventura (que presidia o DC no estado), rejeitaram a proposta, alegando que o foco do produtor é representar a direita conservadora no Senado, defendendo pautas como a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.
Janaina Riva enfatizou que não pretende excluir nenhum partido do seu arco de alianças neste momento. Para ela, o cenário só ganhará contornos definidos em dois momentos chave:
- 3 de Abril: Fim da janela partidária (prazo final para troca de partidos).
- Julho: Realização das convenções partidárias, onde as chapas são oficialmente registradas.
Bastidores: O destino de Galvan
Enquanto Janaina consolida o MDB, Antônio Galvan já movimenta as peças para seu novo destino. Informações de bastidores apontam conversas avançadas com o PRD (Partido Renovação Democrática), o que pode fragmentar ainda mais os votos da direita no estado.
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