Nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou os eixos centrais de sua próxima visita à Casa Branca, em Washington. Em entrevista ao grupo indiano India Today, o petista afirmou que buscará uma negociação soberana com o presidente norte-americano Donald Trump, focando em recursos estratégicos para a transição energética global e no combate ao crime organizado.
O encontro oficial, previsto para o próximo mês, ocorre após uma reunião prévia entre os dois líderes na Malásia, consolidando um canal de diálogo direto sobre temas que impactam a economia e a segurança do continente.
Soberania sobre Minerais Críticos e Terras Raras
Lula destacou que o Brasil possui vastas reservas de minerais críticos — como lítio, cobalto e níquel — essenciais para a fabricação de baterias e tecnologias limpas. No entanto, o presidente enfatizou que não aceitará o papel de simples exportador de matéria-prima bruta.
- Industrialização Local: O governo quer que o beneficiamento e a transformação desses minerais ocorram em solo brasileiro para gerar empregos e tecnologia interna.
- Independência Comercial: “Venderemos para quem quisermos. Não aceitamos imposições”, declarou o presidente, reforçando que o Brasil não será um “santuário” intocado, mas um parceiro comercial ativo.
Combate ao Crime Organizado e Tarifas
Outro ponto prioritário da agenda é a cooperação em segurança pública e inteligência. Lula mencionou que pretende colaborar com a intenção de Trump de combater o narcotráfico, citando exemplos práticos de criminosos que operam contra o Brasil a partir do território norte-americano.
| Pauta de Negociação | Objetivo Brasileiro |
|---|---|
| Segurança | Cooperação contra o narcotráfico e extradição de contrabandistas que residem nos EUA. |
| Tarifaço | Fim ou redução de tarifas impostas a produtos brasileiros exportados para os EUA. |
| Venezuela | Defesa de que Nicolás Maduro seja julgado em seu próprio país, sem interferência externa. |
Desdolarização e os BRICS
Sobre a economia global, Lula voltou a questionar a hegemonia do dólar no comércio exterior. Embora reconheça que a substituição da moeda americana não é algo simples, defendeu que países como Brasil e Índia busquem realizar trocas comerciais em suas moedas nacionais.
“Não é uma fantasia, é algo que precisamos começar a analisar. Precisamos do dólar?” indaga o presidente, ao mesmo tempo que esclarece que os BRICS não planejam lançar uma moeda comum no curto prazo.
Acompanhar essas movimentações diplomáticas é essencial para entender os rumos da economia brasileira em 2026.
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