Lula defende mobilização para enfrentar mentiras e proteger o SUS

Durante evento em Salvador, o presidente afirmou que o país viverá um período de confronto entre informações falsas e fatos, com impacto direto no debate público.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que o Brasil deve enfrentar, nos próximos anos, um cenário marcado pela disputa entre fatos e desinformação. Segundo ele, a verdade só irá prevalecer com a mobilização da sociedade para desmascarar informações falsas.

A declaração foi feita em Salvador, na Bahia, durante o lançamento de ações do Novo PAC Saúde voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). No discurso, Lula destacou que até mesmo o sistema público de saúde foi alvo de campanhas de descrédito desde a sua criação.

De acordo com o presidente, críticas ao SUS partiram, em muitos casos, de pessoas que não utilizavam a rede pública de saúde. Ele lembrou que a pandemia de Covid-19 evidenciou a importância do sistema para o atendimento da população. Sem o SUS, o país não teria conseguido enfrentar a crise sanitária, ressaltou.

Indústria da desinformação

Lula afirmou que existe no país uma estrutura organizada para disseminar mentiras, o que, segundo ele, exige reação conjunta de autoridades e da sociedade civil. Para o presidente, o combate à desinformação será decisivo no debate político dos próximos anos.

Ele também defendeu que lideranças políticas, sindicais e sociais atuem de forma ativa para impedir que informações falsas se sobreponham aos fatos, destacando que não é possível conviver com a disseminação constante de mentiras no espaço público.

Investimentos no SUS

Durante o evento, o governo federal anunciou a compra de 2,1 mil veículos para o transporte de pacientes do SUS, com investimento de R$ 815 milhões por meio do Novo PAC Saúde. O pacote inclui micro-ônibus, vans e ambulâncias de suporte básico, com entrega prevista até 2026.

Também foram autorizadas aquisições de novos equipamentos para a rede pública. Entre eles, 80 tomógrafos avaliados em R$ 170 milhões, além de conjuntos de equipamentos para cirurgias gerais, oftalmológicas e unidades básicas de saúde em municípios de todo o país.

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