Prazo para contestar resultado do Selo Alfabetização termina nesta sexta

Secretarias de Educação podem solicitar revisão da pontuação divulgada pelo MEC dentro do prazo estabelecido. O resultado final será anunciado após a análise dos recursos.

Termina nesta sexta-feira (23) o prazo para que secretarias de Educação de todo o país apresentem pedido de reconsideração sobre o resultado preliminar da segunda edição do Selo Alfabetização. A solicitação pode ser feita pelas redes inscritas no programa federal.

A pontuação e a classificação foram divulgadas na quarta-feira (21) pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC). Os dados estão disponíveis no sistema oficial do ministério, acessado pelas equipes responsáveis.

O pedido de revisão deve ser protocolado exclusivamente pelos articuladores estaduais e municipais da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização, que integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

Os recursos precisam seguir os critérios e procedimentos definidos em edital do MEC. Após o encerramento do prazo, as solicitações serão analisadas e o resultado final está previsto para ser divulgado em 4 de fevereiro.

Participação

Segundo a Secretaria de Educação Básica, a edição atual recebeu 4.872 inscrições, de um total de 5.595 secretarias participantes do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O índice de adesão alcançou 87,1%.

O Selo Alfabetização reconhece secretarias de Educação que formulam e implementam políticas públicas voltadas à garantia do direito à alfabetização das crianças. A certificação é concedida em três categorias, conforme a pontuação obtida:

  • Bronze, para notas entre 45 e 64 pontos;
  • Prata, para pontuações de 65 a 84 pontos;
  • Ouro, para resultados entre 85 e 100 pontos.

Colaboração federativa

A iniciativa integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, política pública baseada na colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios. O objetivo é assegurar a alfabetização de todas as crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental.

De acordo com o MEC, o programa respeita as especificidades regionais e não adota um modelo único. Estados e municípios são responsáveis por estruturar ações e políticas de alfabetização adequadas às realidades locais.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.