O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para julgar o caso que definirá se a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro será mantida. O julgamento está marcado para sexta-feira (13).
Em sua decisão, Toffoli citou a correlação entre esse processo e outro que envolve um mandado de segurança que busca obrigar a Câmara dos Deputados a criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes no Banco Master. Ele se declarou impedido por motivo de foro íntimo, conforme o art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil.
CPI do Banco Master
Recentemente, Toffoli havia sido designado relator do processo sobre a instalação da CPI pelo sistema eletrônico do STF. Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master, ele não havia se declarado impedido de atuar em novos casos. Com a manifestação de suspeição, o ministro Cristiano Zanin assumiu a relatoria da ação.
O afastamento de Toffoli ocorre após a Polícia Federal informar que mensagens encontradas no celular de Vorcaro mencionam o ministro. O aparelho foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.
Além disso, Toffoli é sócio do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento adquirido por um fundo ligado ao Banco Master, também alvo de investigação da PF.
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