O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitou nesta terça-feira (10) uma licença de 90 dias por motivos psiquiátricos. Ele responde a uma acusação de importunação sexual feita por uma jovem de 18 anos.
O STJ realiza uma reunião extraordinária para discutir o caso, um dia após Buzzi enviar uma carta aos colegas afirmando sua inocência. Na correspondência, o magistrado defende seu histórico pessoal e profissional como prova de coerência biográfica.
“Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”, afirmou Buzzi. “Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações”, acrescentou.
Novas denúncias
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou na segunda-feira (9) o recebimento de uma segunda denúncia de importunação sexual contra Buzzi.
A primeira acusação envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, que relatou ter sido abordada durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O caso levou a depoimentos à Polícia Civil e ao CNJ, além de abertura de investigação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Buzzi possui prerrogativa de foro.
O STJ também instaurou sindicância interna para apurar o episódio. Após a internação em hospital de Brasília, Buzzi apresentou atestado médico solicitando afastamento, agora ampliado para 90 dias.
O ministro mantém que as acusações são infundadas e confia que a apuração técnica esclarecerá os fatos.
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