Centrais sindicais cobram apuração sobre falta de ônibus nas eleições

Entidades denunciam dificuldades no transporte público e relatam possíveis restrições em outros meios de deslocamento durante o segundo turno presidencial.

Sete centrais sindicais divulgaram uma nota neste domingo (25) para criticar a falta de ônibus urbanos e denunciar restrições em outros meios de transporte durante o segundo turno da eleição presidencial. As entidades afirmam que os problemas dificultaram o deslocamento de eleitores até os locais de votação e cobram providências das autoridades responsáveis.

O documento é assinado por Sérgio Nobre, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Miguel Torres, da Força Sindical; Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT); Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Sonia Zerino, da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Antonio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); e Antonio Gozze, da Pública.

Centrais sindicais criticam transporte

Segundo os dirigentes, a redução da frota de ônibus em algumas cidades contrariou uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a operação do transporte público com 100% da capacidade nos dias de eleição.

Na nota, as entidades relatam que milhares de pessoas ficaram nos pontos de ônibus sem saber se conseguiriam chegar às urnas. O texto também menciona denúncias de restrições em voos e no transporte por barcas no rio Amazonas.

“É inadmissível que, em uma democracia, em pleno século 21, cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada, tendenciosa e nefasta”, diz o documento.

As centrais classificam os episódios relatados como uma ameaça ao exercício do direito de voto e defendem a investigação das denúncias para esclarecer as circunstâncias dos problemas no transporte.

Entidades cobram providências

Os representantes sindicais pedem uma atuação efetiva das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização. A intenção, segundo a nota, é esclarecer os relatos e impedir que dificuldades de deslocamento prejudiquem a participação dos eleitores.

“Precisamos estar atentos e cobrar das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização para uma atuação efetiva”, afirmam os dirigentes.

O documento também defende que a apuração não se limite à identificação de possíveis responsabilidades dos governos estaduais e municipais. Para as entidades, é necessário esclarecer as denúncias e garantir que nenhum eleitor seja prejudicado pela falta de transporte.

Com informações da Agência Brasil.

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