A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta terça-feira (17) um novo pedido para que ele cumpra pena em regime de prisão domiciliar, alegando razões de saúde. A solicitação ocorre quatro dias após sua internação em um hospital particular de Brasília.
Bolsonaro está hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com autorização judicial, para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral, possivelmente causada por aspiração. Ele passou mal em sua cela no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, no dia 13 de março, apresentando febre alta e queda na saturação de oxigênio.
Segundo o boletim médico mais recente, o ex-presidente apresenta melhora clínica, com recuperação da função renal e redução parcial dos marcadores inflamatórios, embora ainda necessite de cuidados intensivos.
No novo pedido, os advogados afirmam que há risco de novos episódios de broncoaspiração, o que exige monitoramento clínico contínuo. A defesa argumenta que a permanência em ambiente de custódia pode agravar o quadro, devido à ausência de vigilância médica permanente e resposta imediata em caso de emergência.
O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, já negou pedidos anteriores de prisão domiciliar. A justificativa apresentada foi de que a estrutura do local de detenção foi adaptada para garantir assistência médica adequada ao ex-presidente.
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