Aliança entre Janaina Riva e Otaviano Pivetta ganha força nos bastidores para o Governo de MT

O cenário político de Mato Grosso registra intensas movimentações nos bastidores partidários, colocando em evidência uma possível composição majoritária entre a deputada estadual Janaína Riva (MDB) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a disputa ao Palácio Paiaguás. A articulação, que ganhou fôlego recente, surge diretamente atrelada ao desgaste e às travas enfrentadas nas negociações anteriores que tentavam viabilizar uma frente unificada entre o MDB e o PL no estado.

A configuração inicial desenhada pelos articuladores previa a parlamentaria emedebista como postulante ao Senado Federal na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL), que mira o governo estadual, acompanhada pelo deputado federal José Medeiros (PL) na segunda vaga. No entanto, setores alinhados à direita no diretório liberal impuseram forte resistência à presença do MDB — sigla que acumula momentos de proximidade com administrações petistas em âmbito federal —, travando o avanço do acordo original.

Acompanhe as principais movimentações da política em Mato Grosso

Mudança de rota e impacto nas vagas ao Senado

Diante do enfraquecimento das conversas com o bloco liberal, Janaína Riva intensificou o diálogo com a base de sustentação de Otaviano Pivetta. A eventual incorporação da deputada à chapa governista como candidata a vice-governadora é avaliada por aliados estratégicos como um trunfo para capitanear votos em municípios de diferentes regiões mato-grossenses e consolidar a união do MDB com o projeto situacionista.

A eventual oficialização dessa mudança de rumos promete redesenhar a disputa pelas duas cadeiras em jogo no Senado Federal. A desincompatibilização ou saída da parlamentar da disputa direta ao cargo federal abre margem para a consolidação de outros nomes cotados no tabuleiro eleitoral, a exemplo do ex-governador Mauro Mendes (União) e do senador Carlos Fávaro (PSD).

Expectativa pelas convenções partidárias

Até o momento, tanto a deputada quanto o representante do Republicanos mantêm cautela e evitam declarações públicas definitivas acerca de uma reformulação nas respectivas chapas. O martelo sobre as alianças definitivas e os nomes que encabeçarão os pleitos majoritários e proporcionais deverá ser batido exclusivamente durante o período oficial de convenções partidárias, quando os registros e homologações se tornarão públicos.

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