Regularização avança na ALMT com 43 projetos aprovados

Assembleia aprova propostas e projeto sobre assentamentos segue para análise jurídica antes de nova votação.

Como garantir segurança jurídica a famílias que aguardam há décadas por um documento? Esse foi um dos temas centrais das sessões desta quarta-feira (18) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que aprovou 43 das 47 propostas em pauta.

Projeto de regularização fundiária avança

Entre os destaques está o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 02/2026, aprovado por unanimidade em primeira votação. A proposta trata da regularização dos assentamentos Lagoa Azul e Ecovila, localizados na zona rural de Cuiabá.

O texto ainda passará pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que analisará possíveis questões legais antes de nova votação em plenário, prevista após reunião no dia 24.

O autor do projeto defendeu a medida como essencial para garantir dignidade às famílias que aguardam há anos pela documentação. Já integrantes da comissão destacaram a necessidade de avaliar a constitucionalidade da proposta para evitar questionamentos judiciais.

Famílias aguardam há mais de 20 anos

Representantes da comunidade acompanharam a votação e reforçaram a urgência da regularização fundiária. Segundo moradores, cerca de 150 famílias vivem na região e dependem da titulação para ter acesso a crédito, moradia regular e estabilidade.

A área é ocupada por pequenos produtores que atuam em:

  • Agricultura familiar
  • Criação de animais
  • Produção de peixe

A legalização de terras é vista como fundamental para fortalecer a economia local e ampliar oportunidades.

Outros projetos aprovados

Além do PDL, os parlamentares aprovaram propostas relevantes em segunda votação, incluindo:

  • Projeto que responsabiliza tutores de cães por ataques a animais em áreas rurais
  • Programa estadual de incentivo à energia solar em moradias populares
  • Outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional

A expectativa agora é que a análise jurídica permita o avanço definitivo da regularização, garantindo segurança legal às famílias envolvidas.

E você, o que pensa sobre a regularização de áreas ocupadas há décadas? Comente sua opinião!

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