O futuro traçado da ferrovia na Baixada Cuiabana pode incluir um novo ponto estratégico em Santo Antônio de Leverger. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Wilson Santos durante sessão plenária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quarta-feira (11).
Compromisso político pelo terminal ferroviário
O parlamentar defendeu que o terminal ferroviário seja instalado no território levergense e solicitou apoio da Mesa Diretora e dos demais deputados para formalizar um compromisso institucional em favor do município. Segundo ele, a medida representa uma compensação pelas perdas territoriais acumuladas ao longo das últimas décadas.
“É preciso unir esforços para garantir que o terminal da ferrovia seja implantado em Leverger”, afirmou.
Perdas territoriais e impacto econômico
De acordo com o deputado, Santo Antônio de Leverger perdeu áreas importantes para municípios vizinhos, o que afetou diretamente a arrecadação local. Ele citou a transferência de território para Juscimeira, onde estão instaladas grandes propriedades produtoras de soja, milho e algodão — fator que reduziu a receita de ICMS do município.
- Perda de áreas agrícolas produtivas;
- Redução na arrecadação de impostos;
- Desmembramento de comunidades históricas;
- Impacto no desenvolvimento regional.
Também foram mencionadas perdas para cidades como Campo Verde, Barão de Melgaço, Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e Poconé, além do desmembramento de comunidades como Santo Antônio da Fartura e Córrego do Ouro.
Reincorporação de áreas históricas
O deputado lembrou que projetos de sua autoria resultaram na sanção das Leis nº 13.227/2026 e nº 13.228/2026, que reincorporaram ao município o Morro de Santo Antônio e o distrito de Mimoso, local de nascimento do Marechal Rondon. As propostas foram aprovadas por unanimidade e, segundo ele, corrigem uma distorção histórica, fortalecendo a identidade territorial de Leverger.
Desenvolvimento com a nova ferrovia
Para o parlamentar, a inclusão do município no traçado da ferrovia em MT pode descentralizar investimentos e estimular a economia regional. Ele argumenta que, há anos, o território apenas registra intenso fluxo de carretas sem retorno direto para a população.
A implantação do terminal da ferrovia também é defendida como forma de promover um modelo de desenvolvimento mais equilibrado, valorizando cidades históricas e reduzindo a concentração de recursos nos grandes centros.
Com presença frequente no município ao longo de quase quatro décadas, o deputado destacou avanços como a expansão da energia elétrica, da internet e da pavimentação rural, mas reforçou que a instalação do terminal ferroviário é essencial para garantir novas oportunidades econômicas.
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