CPI da Saúde será presidida por Wilson Santos

Comissão vai apurar suspeitas de irregularidades em licitações da saúde estadual entre 2019 e 2023.

Quem vai comandar a investigação sobre denúncias na saúde estadual? Após quase três anos de espera, a Assembleia Legislativa oficializou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai apurar suspeitas de irregularidades na Secretaria Estadual de Saúde.

Oficialização da CPI

A CPI da Saúde será presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD). A formalização consta no Diário Oficial Eletrônico nº 1.973, publicado nesta sexta-feira (6), por meio do Ato nº 004/2026, assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB).

A comissão vai investigar denúncias de irregularidades em processos licitatórios realizados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) entre 2019 e 2023, período que inclui a pandemia da Covid-19.

Foco das investigações

Os fatos apurados pela CPI estão relacionados à Operação Espelho, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Polícia Judiciária Civil. As investigações apontaram indícios de fraudes em contratos firmados com empresas prestadoras de serviços médicos.

  • Contratação de empresas com número de médicos inferior ao previsto em contrato
  • Formação de cartel para monopolizar serviços, especialmente em UTIs
  • Simulação de concorrência em licitações com valores acima do mercado
  • Internações desnecessárias para ocupação de leitos de UTI

Como resultado das apurações policiais, houve o bloqueio e sequestro de cerca de R$ 35 milhões em bens dos investigados.

Prazo e próximos passos

De acordo com o Regimento Interno da Assembleia Legislativa, os blocos partidários têm prazo de cinco dias, a partir da publicação do ato, para indicar os membros titulares e suplentes da CPI, totalizando dez parlamentares.

Após a formação, a comissão terá prazo inicial de 180 dias para concluir os trabalhos, com possibilidade de prorrogação conforme a Lei Federal nº 1.579/1952.

Segundo Wilson Santos, a CPI vai garantir espaço para que os convocados apresentem informações e documentos, assegurando o direito ao contraditório durante a apuração.

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