O calendário fitossanitário do algodão entra em vigor nesta quinta-feira, 1º de outubro, na safra 2026/2027, exigindo atenção redobrada dos produtores rurais em Mato Grosso. A medida, estabelecida pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) por meio da Instrução Normativa nº 003/2024, restringe a presença de plantas de algodão que apresentem risco fitossanitário para interromper o ciclo do bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura.
Para adequar a fiscalização às diferentes realidades de colheita e plantio, o estado foi dividido em duas regiões:
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Região I: O vazio sanitário ocorre de 1º de outubro a 30 de novembro, abrangendo municípios como Cuiabá, Campo Verde, Primavera do Leste, Rondonópolis, Cáceres e Barra do Garças.
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Região II (Nortão e polos agrícolas): O período sem plantas vivas começa no dia 15 de outubro e segue até 14 de dezembro, reunindo importantes polos produtivos da região norte mato-grossense, como Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Querência.
O Combate ao Bicudo-do-Algodoeiro
O assessor técnico em Agricultura da Famato, Alex Rosa, ressalta que o bicudo possui elevado potencial de destruição e alta capacidade de reprodução. Sem a remoção de plantas vivas remanescentes — como soqueiras e tiguereiras —, a praga encontra alimento e abrigo garantidos entre uma safra e outra.
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Danos na lavoura: Os ataques costumam iniciar nos botões florais e avançam sobre flores e maçãs do algodão, destruindo internamente as fibras e as sementes.
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Sintomas visuais: As flores atacadas adquirem um aspecto de “balão” devido à abertura anormal das pétalas, além de apresentarem perfurações externas nas maçãs.
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Fator climático: Períodos de chuva favorecem o desenvolvimento do inseto, pois a umidade prolonga a conservação dos botões atacados.
Mato Grosso consolida-se de forma absoluta como o líder da cotonicultura nacional, respondendo por cerca de 70% de todo o algodão produzido no Brasil. O modelo produtivo do estado destaca-se pelo cultivo em sistema de sucessão na segunda safra, logo após a colheita da soja.
Na última temporada (2025/2026), a área plantada com o algodoeiro no estado alcançou 1,36 milhão de hectares. O diretor técnico do Indea-MT, Renan Tomazele, reforça que o cumprimento rigoroso dos prazos do vazio sanitário é indispensável para preservar a sanidade das lavouras e garantir a competitividade do setor no Nortão e em todo o território mato-grossense.
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