Oferta restrita sustenta terceira alta seguida da mandioca, aponta Cepea

Pela terceira semana consecutiva, os preços da raiz de mandioca seguem em trajetória de alta no mercado brasileiro, conforme levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento reflete, sobretudo, a combinação entre maior ritmo de esmagamento por parte das indústrias e uma oferta ainda limitada no campo.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a demanda industrial tem se mostrado mais firme neste período, pressionando as cotações para cima em um cenário de disponibilidade restrita de matéria-prima. A menor oferta está associada tanto às condições climáticas adversas — com tempo seco e temperaturas elevadas afetando o desenvolvimento das lavouras — quanto à postura estratégica dos produtores.

No campo, muitos agricultores optam por reter a produção de melhor qualidade, aguardando patamares mais atrativos de preço antes de intensificar a comercialização. Essa estratégia tem reduzido o volume de raízes disponível no mercado spot, contribuindo para sustentar a valorização observada nas últimas semanas.

O Cepea destaca ainda que a rentabilidade deve continuar sendo fator determinante para o ritmo de vendas nos próximos meses, especialmente no caso das lavouras cultivadas em 2024. Segundo produtores consultados, esses plantios enfrentaram custos de produção mais elevados, impulsionados pelo encarecimento dos arrendamentos e da mão de obra destinada à colheita.

Diante desse contexto, a tendência é de que o avanço da oferta ocorra de forma gradual nas próximas semanas, à medida que produtores avaliem as condições de mercado e as margens obtidas com a venda da raiz. Enquanto isso, o equilíbrio entre demanda industrial aquecida e disponibilidade limitada segue dando sustentação às cotações.

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