Os trabalhos de campo em Mato Grosso seguem em ritmo intenso. De acordo com o relatório divulgado nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a colheita da soja na safra 2025/26 atingiu 65,75% da área total do estado. O número, embora expressivo, revela uma leve retração no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando o índice era de 66,16%.
Até a semana anterior, o estado mantinha um desempenho superior ao ciclo passado. Especialistas do setor indicam que a ocorrência de chuvas frequentes em diversas regiões produtoras dificultou a entrada das máquinas nas lavouras, o que justifica a ligeira desaceleração. Entretanto, o produtor mato-grossense ainda colhe com vantagem sobre a média histórica de cinco anos, que para esta época é de 57,25%.
Plantio do milho e a corrida contra o calendário
Com a retirada da soja, as atenções se voltam para a semeadura do milho segunda safra. Até o momento, o plantio do cereal alcançou 66,33% da área prevista. O índice reflete a cautela do produtor: está abaixo dos 67,15% registrados na mesma época em 2025 e significativamente atrás da média histórica de 71,52%.
O atraso no milho acende um alerta nos campos de Mato Grosso devido à janela climática. Os agricultores correm para finalizar o plantio antes que as chuvas percam intensidade, fenômeno comum com a proximidade do inverno, o que pode comprometer o desenvolvimento e a produtividade final das espigas.
Algodão e liderança produtiva
Diferente do milho, a cultura do algodão apresenta um cenário de finalização. Segundo os dados do Imea, o plantio da fibra está tecnicamente concluído no estado, superando os 99% das áreas semeadas. Mato Grosso consolida, assim, sua posição de protagonismo no agronegócio nacional, liderando a produção brasileira de soja, milho e algodão.
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