Aumento de viroses gastrointestinais sobrecarrega unidades de saúde em Várzea Grande

A alta demanda impacta diretamente o tempo de espera; em um dos plantões recentes, um único médico chegou a atender 68 pacientes em apenas uma manhã.

Nos últimos dias, uma virose gástrica tem gerado uma preocupação crescente entre pais e provocado uma sobrecarga no sistema de saúde de Várzea Grande.

O Hospital e Pronto-Socorro Municipal (HPSVG) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) registraram um salto significativo na procura por assistência pediátrica, com sintomas comuns como diarreia, vômito, febre e cólicas.

Somente nas últimas 24 horas, o pronto atendimento infantil do HPSVG realizou 229 atendimentos, divididos entre os períodos da manhã e da noite.

A alta demanda impacta diretamente o tempo de espera; em um dos plantões recentes, um único médico chegou a atender 68 pacientes em apenas uma manhã.

O cenário reflete um período sazonal típico, onde a circulação de viroses intestinais se intensifica, atingindo especialmente as crianças devido à maior vulnerabilidade à desidratação.

Mesmo com a superlotação, as unidades de saúde mantêm o protocolo de classificação de risco para garantir o socorro imediato aos casos críticos.

  • Prioridade Total: Casos classificados como vermelho, laranja e amarelo (urgência e emergência) são atendidos imediatamente.
  • Casos Leves: Pacientes com sintomas iniciais continuam sendo assistidos, mas podem enfrentar esperas mais longas nos prontos-socorros.
  • Recomendação da Rede: A Secretaria Municipal de Saúde orienta que, aos primeiros sinais da doença, os pais busquem as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que funcionam das 7h30 às 17h. Estas unidades são a porta de entrada preferencial para casos leves e acompanhamento inicial.

Especialistas reforçam que a principal complicação dessas viroses é a desidratação. O Dr. Romeu Gomes da Costa, pediatra do HPSVG, destaca que a manutenção da hidratação é a medida mais importante em casa.

Quando buscar o Pronto-Socorro imediatamente?

  • Prostração intensa (criança muito caída ou sonolenta);
  • Recusa total de ingestão de líquidos;
  • Diminuição perceptível na quantidade de urina;
  • Ausência de melhora após o atendimento inicial na UBS.

As equipes das UPAs do Ipase e Cristo Rei seguem em força-tarefa para agilizar o fluxo de pacientes. A orientação geral é manter a oferta constante de líquidos e alimentação leve enquanto os sintomas persistirem.

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