Surfe terá menos vagas via WSL nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028

Mudança reduz a influência do circuito mundial na classificação olímpica e amplia a importância dos eventos da ISA para a definição das vagas.

A Associação Internacional de Surfe (ISA) definiu os critérios de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e anunciou uma mudança significativa: a redução do número de vagas distribuídas por meio da Liga Mundial de Surfe (WSL).

Nas edições de Tóquio 2021 e Paris 2024, o circuito de elite garantiu oito vagas no feminino e dez no masculino. Para 2028, porém, serão apenas dez vagas no total via ranking da WSL, sendo cinco para cada gênero, com limite de um atleta por país. A definição ocorrerá até meados de junho de 2028, cerca de um mês antes do início dos Jogos.

A mudança impacta diretamente países com forte presença no circuito. No cenário recente, por exemplo, o Brasil teve dois atletas entre os cinco melhores do ranking masculino. Pelas regras anteriores, ambos estariam classificados, mas no novo formato apenas o melhor colocado garante a vaga olímpica.

Enquanto diminui o peso da WSL, a ISA ampliou a importância de suas próprias competições. Os Jogos Mundiais de Surfe de 2028 irão distribuir dez vagas por gênero, também com limite de um atleta por nação. Além disso, os países com melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 terão direito a uma vaga adicional.

Na última Olimpíada, realizada em Paris, os Jogos Mundiais do ano olímpico ofereceram sete vagas por gênero. O Brasil se beneficiou do critério por equipe e terminou com a maior delegação da modalidade, somando seis representantes.

Além da WSL e dos eventos da ISA, o sistema de classificação inclui vagas universais — destinadas ao país-sede e a uma nação em desenvolvimento no esporte — e torneios continentais. Para os brasileiros, uma das oportunidades será o título nos Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, que garante presença direta em Los Angeles.

O surfe brasileiro chega ao novo ciclo com histórico de destaque. O país soma três medalhas olímpicas: ouro com Ítalo Ferreira em Tóquio, além do bronze de Gabriel Medina e da prata de Tatiana Weston-Webb em Paris.

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