Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), 34 mulheres e meninas cientistas foram reconhecidas nas 21ª e 22ª edições da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT) em Mato Grosso. A premiação, realizada em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), destacou trajetórias acadêmicas, pesquisas aplicadas e iniciativas que impactam o desenvolvimento científico e tecnológico do estado.
Crescimento no reconhecimento feminino
Dados oficiais da Seciteci apontam que houve aumento superior a 100% no número de pesquisadoras premiadas entre as duas últimas edições da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. Em 2024, foram 10 cientistas contempladas. Já na edição mais recente, realizada em 2025, 24 mulheres receberam premiações, ampliando a visibilidade da produção científica feminina no estado.
As áreas de destaque incluem meio ambiente, saúde, educação, biodiversidade, inovação tecnológica e sustentabilidade — setores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional. Segundo a pasta, os projetos apresentados evidenciam o impacto direto da ciência produzida por mulheres na geração de conhecimento e soluções para desafios locais.
Nova categoria e debate público
A edição de 2025 da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia marcou a estreia da categoria “Pesquisadora Destaque”. Foram premiadas:
- 1º lugar: professora doutora Edna Maria Bonfim da Silva;
- 2º lugar: professora doutora Carolina Joana da Silva;
- 3º lugar: professora doutora Nadja Gomes Machado.
O evento também inaugurou a roda de conversa “Mulheres na Ciência”, ampliando o debate sobre equidade de gênero no ambiente acadêmico e tecnológico.
Políticas públicas e marco internacional
A data de 11 de fevereiro, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, reforça a importância de ações estruturantes para reduzir desigualdades no setor. Ao comentar a iniciativa, a diretora da Rede de Inovação Mato Grosso (Inova MT), Lecticia Figueiredo, destacou que a presença feminina vem crescendo, mas ainda demanda incentivo contínuo.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, afirmou em nota oficial que o avanço no número de premiadas demonstra a consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão e valorização das mulheres na pesquisa científica.
Entre as ações coordenadas pela Seciteci está o Programa Mulheres Mil, desenvolvido em parceria com o Governo Federal. A iniciativa oferece formação profissional alinhada às vocações regionais, com foco na autonomia feminina e na inclusão produtiva.
Por que isso importa?
O fortalecimento da participação feminina na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia reflete tendências nacionais apontadas por órgãos como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que defendem maior diversidade na pesquisa como fator de inovação e competitividade. Estudos internacionais indicam que equipes diversas tendem a produzir soluções mais abrangentes e socialmente relevantes.
Dados em contexto
- 34 pesquisadoras premiadas nas duas últimas edições;
- Crescimento superior a 100% entre 2024 e 2025;
- Áreas estratégicas: saúde, meio ambiente, inovação e sustentabilidade;
- 11 de fevereiro: Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (ONU).
Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Seciteci-MT e Fapemat.
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