Maustratos levam MP a investigar SBT e Celso Portiolli após episódio na TV

O Ministério Público de São Paulo apura denúncia envolvendo o SBT e o apresentador Celso Portiolli por suspeita de maus-tratos a animal exibido em programa.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou investigação para apurar uma denúncia de maus-tratos a animal envolvendo o SBT e o apresentador Celso Portiolli, do programa Domingo Legal. O caso está relacionado a uma edição exibida em 22 de março, que gerou repercussão nas redes sociais.

A apuração teve início após o registro de uma queixa-crime apresentada pelas organizações Canto da Terra e Instituto Thaís Viotto, entidades ligadas à defesa dos direitos dos animais. As mesmas ONGs já haviam acionado a Justiça anteriormente em outro caso envolvendo conteúdo televisivo.

Denúncia e investigação

De acordo com as informações divulgadas, o Ministério Público iniciou diligências para verificar a veracidade das acusações. A investigação busca reunir elementos que confirmem ou não a ocorrência de irregularidades no tratamento de animais durante a exibição do programa.

Até o momento da publicação, tanto o órgão quanto a emissora não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso. A expectativa é que o SBT e Celso Portiolli sejam notificados para apresentar esclarecimentos nos próximos dias.

Episódio que gerou polêmica

A situação ocorreu durante o quadro Cardápio Surpresa, conhecido por apresentar pratos considerados exóticos. Na edição em questão, uma foi levada ao palco como parte da dinâmica culinária.

Durante a gravação, o animal escapou, levando o apresentador a correr pelo cenário para recuperá-lo. Ao segurá-lo novamente, Portiolli teria apertado a rã, segundo a interpretação de críticos do episódio, o que motivou as acusações de maus-tratos.

Na mesma atração, a chef convidada afirmou que outros animais semelhantes haviam sido utilizados no preparo de uma receita, sendo triturados para a elaboração de uma sopa servida aos participantes.

Repercussão e críticas

O episódio rapidamente ganhou visibilidade nas redes sociais, gerando críticas de usuários e entidades protetoras dos animais. As organizações responsáveis pela denúncia classificaram o conteúdo como inadequado para os padrões atuais, defendendo maior responsabilidade na exibição de práticas envolvendo animais.

Com a investigação em andamento, o caso segue sob análise das autoridades, que devem avaliar se houve violação das normas de proteção animal e definir eventuais medidas legais cabíveis.

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