O Show Safra 2026 foi palco de um alerta contundente nesta terça-feira (25). Durante o painel promovido pela Arefloresta, o superintendente da Famato e do Imea, Cleiton Gauer, chocou os produtores ao comparar o momento atual de Mato Grosso com a explosão da celulose em MS nos anos 2000. A mensagem foi clara: a era da dependência de madeira nativa está com os dias contados e quem não plantar floresta agora vai perder a janela de lucro da década.
Segundo Gauer, as licenças para exploração de material nativo estão diminuindo drasticamente e a oferta ficará restrita. “O mercado já existe. Não estamos criando uma demanda artificial, mas respondendo a uma necessidade real das indústrias”, afirmou. Para o setor industrial de Mato Grosso, a biomassa de florestas plantadas é o “combustível verde” obrigatório para garantir a segurança energética e a sustentabilidade exigida pelo mercado global.
Em um cenário de preços de soja, milho e algodão pressionados, a Famato apresentou a floresta plantada como a tábua de salvação para a diversificação da renda, especialmente para pequenas propriedades.
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Fator de Segurança: A madeira funciona como uma “poupança verde” para atravessar períodos de instabilidade.
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Planejamento: A recomendação é que o produtor visite áreas consolidadas antes de investir, tratando a árvore com o mesmo rigor técnico de uma lavoura de grãos.
15 Milhões de Hectares à Espera de Investimento
O debate revelou um dado impressionante: Mato Grosso possui cerca de 15 milhões de hectares de áreas degradadas que podem ser convertidos em ativos produtivos sem a necessidade de novos desmatamentos. Para Fausto Takizawa, presidente da Arefloresta, transformar essas áreas em matrizes de biomassa é hoje a maior oportunidade econômica, social e ambiental do estado.
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