Circovírus surge em ararinhas-azuis recapturadas e acende alerta sanitário

Onze ararinhas-azuis testaram positivo para circovírus após avaliação do ICMBio, que também aplicou multa milionária por falhas de biossegurança.

Fonte: CenárioMT

Circovírus surge em ararinhas-azuis recapturadas e acende alerta sanitário
Foto: Miguel Monteiro/ICMBio

O ICMBio confirmou que 11 ararinhas-azuis recapturadas no início de novembro apresentaram resultado positivo para circovírus, agente responsável pela doença do bico e das penas. A infecção, originária da Austrália, é fatal para a maioria dos psitacídeos e não tem cura, mas não representa risco para humanos ou aves de produção.

As aves haviam sido repatriadas da Europa e integraram o programa de reintrodução da espécie em Curaçá (BA), sendo soltas em 2022. As investigações buscam esclarecer a origem do contágio, enquanto equipes reforçam o isolamento dos animais e os protocolos de biossegurança.

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A detecção inicial do vírus, registrada em maio, levou o ICMBio a ativar o Sistema de Comando de Incidente para conter a possível disseminação entre espécies da região. Vistorias realizadas pelo ICMBio, Inema e Polícia Federal apontaram falhas graves de biossegurança no criadouro, incluindo limpeza inadequada e uso irregular de equipamentos de proteção.

O criadouro foi autuado em cerca de R$ 1,8 milhão, além de uma multa anterior do Inema, estimada em aproximadamente R$ 300 mil. Para o órgão ambiental, o descumprimento das medidas pode ter ampliado o número de aves contaminadas.

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A reintrodução da ararinha-azul segue diretamente dependente do manejo sob cuidados humanos, única população viável até o momento. O acordo entre ICMBio e a ACTP, que permitiu a vinda de 93 aves ao país, foi encerrado em 2024 após violações envolvendo a transferência não autorizada de 26 ararinhas para a Índia.

Mesmo sem o convênio, a ACTP poderá atuar desde que siga as diretrizes oficiais de conservação definidas pelo ICMBio, como os planos nacionais e programas de manejo. O objetivo central permanece: restabelecer uma população estável e saudável da espécie nas unidades de conservação de Curaçá.

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