A 10ª fase da Operação Mute, considerada uma das maiores iniciativas do país no sistema prisional, foi deflagrada nesta semana com atuação simultânea em unidades prisionais de todo o Brasil. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais, a operação conta com apoio da Polícia Federal e das polícias penais estaduais e do Distrito Federal.
O foco da ação é claro: combater a comunicação ilícita de organizações criminosas que operam de dentro dos presídios. Para isso, as equipes realizam revistas simultâneas em celas e pavilhões, com o objetivo de localizar e apreender materiais proibidos, principalmente celulares, frequentemente utilizados para coordenar crimes fora das unidades prisionais.
Nesta edição, a operação ganhou reforço tecnológico significativo. Equipamentos como georadar de penetração no solo, sistemas táticos de revista eletrônica e kits portáteis de varredura passaram a integrar as ações. O investimento, superior a R$ 59 milhões, foi realizado pela Senappen para ampliar a eficiência e a precisão das inspeções.
Desde sua criação, em 2023, a Operação Mute já apresenta números expressivos. Nas nove fases anteriores, foram apreendidos 7.542 celulares dentro de presídios, com a participação de mais de 35 mil policiais penais e a inspeção de quase 35 mil celas em todo o país.
A iniciativa tem como estratégia enfraquecer a atuação de facções criminosas, interrompendo a comunicação entre integrantes presos e comparsas em liberdade. Além disso, a operação contribui para aumentar o controle dentro das unidades, padronizar procedimentos e reforçar a presença do Estado no sistema prisional.
Coordenada também pela Diretoria de Inteligência Penal, a ação integra esforços de inteligência, planejamento e atuação conjunta entre diferentes esferas de governo, reforçando o combate ao crime organizado e a proteção da sociedade.
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