Mulheres ocupam ruas no 8 de março contra violência e escala 6×1

Manifestações em diversas cidades brasileiras marcam o Dia Internacional da Mulher com denúncias de violência e críticas à escala de trabalho 6x1.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março de 2026, será marcado por manifestações em todas as regiões do Brasil. Os atos têm como principal pauta a denúncia da violência contra as mulheres e a defesa de políticas que garantam proteção e direitos.

Organizações feministas e movimentos sociais convocaram marchas em diversas cidades do país. Entre os temas presentes nas mobilizações estão também críticas ao imperialismo, defesa da soberania nacional, da democracia e o debate sobre o fim da escala de trabalho de seis dias seguidos por um de descanso, conhecida como 6×1, atualmente em discussão no Parlamento.

A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), uma das entidades responsáveis pela mobilização, afirmou em manifesto que os protestos buscam chamar atenção para a necessidade de enfrentar a violência de gênero.

Segundo o documento, as manifestações defendem o fim da violência contra os corpos das mulheres e o combate ao feminicídio. O texto também relaciona a situação das mulheres a estruturas sociais e econômicas que, segundo o movimento, contribuem para desigualdades e retirada de direitos.

De acordo com a AMB, mulheres em diferentes partes do mundo enfrentam conflitos, ameaças à soberania, avanço de forças políticas conservadoras e perda de direitos sociais.

Atos estão programados em diversas cidades brasileiras, distribuídas pelas cinco regiões:

Região Norte: Manaus (AM), Belém, Bragança, Marabá e Santarém (PA), além de Boa Vista (RR).

Região Nordeste: Maceió (AL), Salvador (BA), Crato e Fortaleza (CE), São Luís (MA), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Mossoró e Natal (RN), e Aracaju (SE).

Centro-Oeste: Brasília (DF), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT).

Sudeste: Vitória (ES), Belo Horizonte (MG), além de diversas cidades de São Paulo, como Araraquara, Cajamar, Campinas, Diadema, Santos, São João da Boa Vista, São Paulo e Tatuí, e também no Rio de Janeiro (RJ).

Região Sul: Curitiba, Guaratuba, Maringá e Matinhos (PR), Caxias do Sul, Porto Alegre e Imbé (RS), além de cidades de Santa Catarina como Balneário Camboriú, Blumenau, Caçador, Chapecó, Garopaba e Joinville.

Os atos devem reunir movimentos sociais, coletivos feministas, trabalhadoras e apoiadores em marchas, debates e atividades públicas ao longo do dia.

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