Um vídeo que está circulando nas redes sociais está dividindo opiniões e gerando um intenso debate entre internautas e especialistas em vida selvagem.
Nele, um homem exibe com orgulho ao menos 36 cobras jararacas abatidas por ele. Para alguns, a ação é justificada pelo risco que esses répteis podem representar para seres humanos. Já para outros, o extermínio desenfreado dessas serpentes é um grave desequilíbrio ambiental, prejudicando tanto o ecossistema quanto a saúde humana.
O biólogo Henrique Abrahão, especialista em herpetologia, comentou o caso em uma publicação no Instagram, destacando a importância das jararacas na natureza.
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Além de serem predadoras naturais de ratos e outros pequenos roedores, ajudando no controle de pragas, essas serpentes possuem um papel essencial na medicina. Sua peçonha foi fundamental para o desenvolvimento do captopril, um medicamento amplamente utilizado no tratamento de doenças cardíacas e hipertensão.
Mais que veneno: como as jararacas ajudam na natureza e na medicina
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A Importância das Jararacas no Ecossistema
As jararacas (do gênero *Bothrops) são algumas das serpentes mais comuns da América do Sul. Adaptáveis e furtivas, elas preferem ambientes de mata e áreas úmidas, mas podem ser encontradas até mesmo em regiões próximas a centros urbanos.
Seu veneno, altamente estudado por cientistas, contém substâncias que foram a base para a criação de medicamentos revolucionários na medicina moderna.
Além disso, as jararacas exercem um papel vital no equilíbrio da cadeia alimentar, controlando populações de **ratos e outras pequenas presas. O desaparecimento desses répteis pode resultar no aumento descontrolado de roedores, levando a danos agrícolas e à propagação de doenças.

Embora o medo das serpentes seja compreensível, a melhor solução para evitar acidentes não é a eliminação em massa, mas sim a conscientização e o manejo responsável da fauna.
Afinal, cada espécie tem seu lugar no meio ambiente, e entender seu papel é fundamental para a convivência harmoniosa entre humanos e a vida selvagem.