Um estudo recente determinou que o Governo do Estado e os municípios de Mato Grosso criem, em 30 dias, um Plano de Ação detalhado para combater a hanseníase. A medida é uma resposta urgente à alta incidência da doença, já que Mato Grosso é o líder nacional em detecção e se encontra em situação de hiperendemia.
Em 2024, foram registrados 4.674 novos casos, um aumento que demonstra a persistência da doença. O monitoramento mostra que a hanseníase afeta todas as idades, com registros em menores de 15 anos, o que é um sinal de que a transmissão ainda é ativa.
A maioria dos casos se concentra em pessoas pardas e indivíduos com baixa escolaridade, um reflexo das desigualdades sociais no estado.
Um dado alarmante é que 14,6% dos casos são diagnosticados tardiamente, já com grau 2 de incapacidade. O conselheiro-relator, Guilherme Antonio Maluf, afirmou que isso aponta falhas no diagnóstico precoce e no acesso ao tratamento. Municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Sorriso estão entre os prioritários para intervenção. As ações corretivas exigidas devem ser executadas em até 180 dias.























