Terra Indígena em Mato Grosso recebe força-tarefa nacional para conter incêndios no território Xavante

Bombeiros especialistas da Paraíba, Paraná e Mato Grosso do Sul cruzam o país para combater chamas que ameaçam a aldeia Hoiwapredzawi, em Campinápolis.

O combate aos incêndios florestais no interior de Mato Grosso ganhou o reforço de uma mobilização de emergência nacional.

Uma força-tarefa composta por 16 bombeiros militares dos estados da Paraíba, Paraná e Mato Grosso do Sul foi acionada para conter o avanço do fogo que devasta a Terra Indígena Ubawawe, no município de Campinápolis.

O avanço das chamas na porção sul do território — habitado pelo povo Xavante — colocou em alerta máximo a comunidade local devido à proximidade do fogo com a aldeia Hoiwapredzawi, ameaçando as roças de subsistência e as estruturas das famílias indígenas.

Estrutura e logística da operação de emergência

A iniciativa marca o primeiro acionamento prático do Programa Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad), articulado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em parceria com a Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom), após solicitação direta da Funai.

  • Comando da missão: A coordenação operacional das equipes em solo fica sob a liderança do major Benevaldo Pessoa (CBMPB), especialista em planejamento e geoprocessamento e membro do Comitê Nacional de Gestão de Incêndios Florestais (Conagif).

  • Deslocamento e autonomia: As equipes percorrem mais de 3 mil quilômetros por via terrestre para instalar a base de apoio em Campinápolis. A tropa viaja com caminhonetes 4×4 equipadas com kits de combate rápido, bombas, sopradores, pinga-fogos e motosserras para operar de forma 100% autônoma por até 15 dias.

  • Tecnologia em campo: A estratégia inclui o uso de drones para mapeamento aéreo em tempo real, gerando dados de geoprocessamento que orientam a criação de aceiros e o deslocamento seguro dos homens na mata fechada.

Proteção às comunidades Xavante

A Funai atua no apoio logístico e na articulação com os caciques da Terra Indígena Ubawawe para direcionar os brigadistas aos pontos mais críticos. O objetivo prioritário da intervenção é blindar o perímetro da aldeia e evitar que a fumaça e as chamas destruam as áreas produtoras de alimentos da etnia.

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