O futuro da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) permanece mergulhado em incertezas jurídicas e sociais. Em decisão proferida em 12 de março de 2026, a desembargadora Vandymara G. R. Paiva Zanolo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, rejeitou um novo recurso da Prefeitura, mantendo paralisado o processo de dissolução da empresa pública. A magistrada entendeu que o instrumento jurídico utilizado pelo município foi inadequado, preservando a suspensão de todos os atos administrativos e financeiros voltados à extinção da companhia.
Paralelamente à batalha nos tribunais, a crise atingiu o limite para os trabalhadores da Coder. Na madrugada desta segunda-feira (16), a categoria deflagrou uma greve geral por tempo indeterminado em protesto contra o atraso nos pagamentos. Segundo o sindicato da categoria (SISPMUR), os salários de fevereiro ainda não foram depositados e o vale-alimentação — benefício vital para o sustento das famílias — já acumula mais de 70 dias de atraso, deixando centenas de servidores em situação de vulnerabilidade.
O cenário de paralisia institucional e operacional agora se desloca para o campo político. Com a empresa impedida de avançar na liquidação, mas sem fôlego financeiro para honrar compromissos básicos, a Câmara Municipal tornou-se o palco das esperanças de uma solução negociada. Uma audiência pública está convocada para esta terça-feira (17), prometendo reunir lideranças de todo o estado para discutir alternativas que evitem o colapso definitivo dos serviços prestados pela Coder à população rondonopolitana.
Agenda Urgente: Audiência Pública
Data: Terça-feira (17 de março de 2026)
Horário: 19h
Local: Câmara Municipal de Rondonópolis
Pauta: Alternativas para a crise da Coder e garantias aos trabalhadores.
A Decisão Judicial em Detalhes
A desembargadora Vandymara Zanolo destacou que a prefeitura tentou utilizar uma “reclamação” para contestar decisões anteriores, o que não é permitido como substituto de recursos cabíveis. Com isso, os efeitos da Assembleia Geral de novembro de 2025 continuam suspensos, e a figura do liquidante permanece sem poderes para atos administrativos e financeiros de dissolução.
O Drama dos Trabalhadores
De acordo com o SISPMUR, a paralisação é um grito de socorro. “O salário deveria ter sido pago no quinto dia útil e não ocorreu. Além disso, o vale-alimentação é essencial”, afirmam os representantes sindicais. A greve afeta serviços de manutenção e desenvolvimento urbano em toda a cidade.
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