O Governo de Mato Grosso reuniu, nesta quinta-feira (19), representantes do setor produtivo e gestores públicos para discutir a aplicação prática da reforma tributária, conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). O encontro ocorreu no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, e apresentou sistemas operacionais e diretrizes do novo modelo de tributação do consumo, que substituirá gradualmente o ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Conforme apurado, a iniciativa busca antecipar dúvidas do setor produtivo diante da transição prevista para começar em 2027, período em que os dois modelos tributários devem coexistir. Durante o evento, técnicos detalharam como as empresas deverão se adaptar aos novos sistemas digitais e às mudanças no cálculo de tributos.
Impactos da reforma tributária
A reforma tributária sobre o consumo foi promulgada por meio de emenda constitucional e regulamentada por leis complementares sancionadas até janeiro de 2026. O modelo cria o IBS, tributo de base ampla que unifica impostos estaduais e municipais, com o objetivo de simplificar o sistema e reduzir a cumulatividade.
Segundo o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, o momento atual é decisivo para a consolidação das regras e implementação tecnológica. “Já temos o comitê gestor do IBS e estamos avançando para um período de convivência entre os sistemas. A prioridade é garantir simplicidade e evitar aumento no custo de conformidade das empresas”, afirmou durante o encontro.
Segurança jurídica e adaptação
O governador Mauro Mendes destacou que a antecipação do debate busca oferecer maior previsibilidade. Segundo nota oficial do governo estadual, a estratégia é reduzir incertezas para investidores e garantir segurança jurídica no processo de transição da reforma tributária.
Representantes do setor produtivo também participaram das discussões. O presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, afirmou que o tema impacta diretamente o crescimento econômico e exige preparação técnica das empresas.
- Apresentação dos sistemas que operacionalizarão o IBS;
- Explicação sobre o período de transição entre ICMS e novo tributo;
- Debate com especialistas e representantes do setor produtivo.
O evento contou ainda com a participação de representantes da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), gestores municipais e especialistas em administração tributária, incluindo integrantes do Encontro Nacional de Coordenadores da Administração Tributária (Encat).
O que muda na prática
Na prática, a reforma tributária deve alterar a forma como impostos são cobrados ao longo da cadeia produtiva, priorizando a tributação no destino do consumo. A expectativa do governo federal e de especialistas é reduzir distorções históricas e tornar o sistema mais transparente.
Para empresas, o principal desafio será a adaptação aos novos sistemas digitais e à lógica de créditos tributários. Já para gestores públicos, o foco está na regulamentação local e na integração com o comitê gestor nacional.
Continue acompanhando para entender como a reforma tributária impacta sua região e o setor produtivo.
Reportagem baseada em informações da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).
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