A implementação do novo sistema tributário nacional vai alterar de forma profunda a dinâmica de arrecadação municipal e a disputa pela atração de visitantes.
Em painel promovido pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Fecomércio-Mato Grosso, especialistas e lideranças do setor alertaram que, com a mudança da cobrança do imposto para o destino onde o consumo é efetuado, a receita dos municípios passará a depender diretamente do tempo de permanência do turista na cidade.
O evento, mediado pelo secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso, Luis Carlos Nigro, reuniu representantes do trade, gestores públicos e empresários das cadeias de hotelaria, gastronomia e agenciamento de viagens.
O novo modelo: Arrecadação ancorada no local de consumo
Historicamente pautado em lógicas de origem, o novo arcabouço fiscal direciona o tributo para o local onde o serviço ou produto é usufruído. Na avaliação dos palestrantes do encontro — entre eles os especialistas André Fantoni, Ilson Sanches e Claudinet Coltri —, essa transição transformará a gestão pública e o ambiente de negócios do turismo local.
Para manter ou expandir suas receitas sob o novo modelo, as cidades turísticas mato-grossenses precisarão focar em diretrizes estratégicas:
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Ampliação de atrativos: Diversificação da oferta cultural, ecológica e gastronômica para estender a estadia do viajante;
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Infraestrutura e governança: Fortalecimento das Instâncias de Governança Regionais (IGRs) e melhorias em mobilidade e serviços urbanos;
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Integração do trade: Ação coordenada entre setor privado e secretarias municipais para elevar a eficiência do atendimento e a qualificação dos serviços.
Entidades cobram preparação antecipada do empresariado
O presidente do Sistema Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), e o presidente do Cetur-MT, Jaime Okamura, enfatizaram que a adaptação da cadeia de comércio, bens e serviços deve ser iniciada de imediato.
A avaliação conjunta pontua que compreender os mecanismos da reforma — elaborada com apoio técnico do Tribunal de Contas e da Sefaz-MT — é o único caminho para evitar sobressaltos e transformar o novo cenário em oportunidade de investimentos regionais.
Ao término do painel, os especialistas responderam a questionamentos do público presencial e on-line, sanando dúvidas sobre o cronograma de transição das alíquotas e o impacto direto nas margens operacionais dos meios de hospedagem e alimentação fora do lar.
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