Polícia Civil ‘asfixia’ facções e bloqueia R$ 7,2 bilhões em bens e valores no primeiro quadrimestre em Mato Grosso

Operações da Polícia Civil ampliaram prisões e bloqueios judiciais no combate ao crime organizado em MT.

A Polícia Civil de Mato Grosso aplicou um golpe bilionário contra as organizações criminosas que atuam no estado. Segundo balanço divulgado pela Diretoria de Atividades Especiais (DAE), as investigações realizadas entre janeiro e abril de 2026 resultaram no bloqueio judicial de R$ 7,2 bilhões em ativos financeiros e patrimoniais.

O valor representa um salto gigantesco em comparação ao mesmo período de 2025, quando R$ 8,4 milhões haviam sido indisponibilizados. Para a cúpula da Segurança Pública, esse montante reflete uma nova fase de “asfixia financeira”, focada em retirar o poder de compra das facções para armas, drogas e logística.

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Prisões e Operações em Números

Nos quatro primeiros meses do ano, o trabalho das delegacias especializadas resultou na prisão de 812 pessoas. Ao todo, foram deflagradas 64 operações que atingiram desde o tráfico de drogas até crimes fazendários e corrupção.

O delegado Cláudio Alvares Sant’Ana, diretor da DAE, destacou que o fortalecimento da inteligência permitiu instaurar mais de 600 inquéritos apenas neste início de ano. Além do dinheiro bloqueado em contas, houve um aumento significativo na apreensão de bens físicos:

  • Veículos: 64 automóveis de luxo e utilitários apreendidos (contra 16 em 2025);
  • Dinheiro vivo: Aproximadamente R$ 993 mil em espécie retirados de circulação;
  • Maquinário: 07 máquinas pesadas e 03 caminhões ligados a ilícitos.

Combate ao Crime Ambiental

As ações da DAE também miraram a exploração ilegal de recursos naturais em Mato Grosso. A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) e unidades parceiras conseguiram retirar de circulação mais de uma tonelada de pescado irregular e 40 metros cúbicos de madeira ilegal. Além disso, cinco balsas utilizadas em garimpo clandestino foram localizadas e inutilizadas pelas equipes.

Estrutura de Elite

Os resultados são fruto da integração de unidades de elite, como a GCCO (Combate ao Crime Organizado), Draco (Repressão ao Crime Organizado), Deccor (Combate à Corrupção) e Defaz (Fazendária).

Segundo a Polícia Civil, a estratégia de atacar o “bolso” do criminoso é a forma mais eficaz de impedir a expansão territorial de grupos rivais e garantir a ordem pública no estado.

O bloqueio de R$ 7,2 bilhões é um número astronômico que mostra o tamanho do poder financeiro das facções em Mato Grosso. Você acredita que, se o Estado conseguir converter esses bens apreendidos em investimentos diretos na polícia, a criminalidade pode ser finalmente controlada, ou o crime organizado sempre encontrará novas formas de lavar dinheiro e se financiar? Deixe sua opinião nos comentários.

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