Pantanal: proposta quer manter veto à mineração

Projeto em debate na Assembleia pode definir o futuro ambiental do bioma. Deputado defende manter restrições à exploração mineral.

O futuro do Pantanal voltou ao centro do debate na Assembleia Legislativa. Uma proposta apresentada pelo deputado estadual Lúdio Cabral sugere manter a proibição da mineração na planície alagável do bioma em Mato Grosso. A medida surge durante a análise do projeto de lei nº 1410/2025, que atualmente abre possibilidade para exploração mineral na região.

Segundo o parlamentar, a preservação do Pantanal é essencial por causa da biodiversidade única e da dinâmica natural das águas que caracteriza o bioma. Ele argumenta que atividades de mineração podem comprometer o equilíbrio ambiental e gerar impactos permanentes.

Proposta altera regras previstas no projeto

O projeto em tramitação foi aprovado em primeira votação no dia 25 de fevereiro e agora passa por análise na Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia. O colegiado deverá avaliar o substitutivo apresentado antes de o texto seguir para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Na versão original, o projeto permite atividades de mineração consideradas de utilidade pública na planície alagável do Pantanal. Entre elas estão:

  • extração de areia;
  • argila;
  • saibro;
  • cascalho.

Essas atividades hoje são proibidas pelo Código Florestal. A proposta também altera a lei estadual nº 8.830/2008, responsável por instituir a Política Estadual de Gestão e Proteção à Bacia do Alto Paraguai.

Substitutivo busca reforçar proteção ambiental

O substitutivo apresentado pelo deputado segue direção oposta ao texto original. Ele propõe manter restrições rígidas para proteger o Pantanal e impedir intervenções que possam alterar a dinâmica natural do bioma.

Entre as proibições defendidas estão ações que possam:

  • modificar o regime das águas;
  • causar supressão de vegetação nativa associada a áreas úmidas;
  • provocar contaminação hídrica;
  • gerar assoreamento;
  • interferir no ciclo natural de cheias e vazantes.

Na justificativa, o parlamentar destaca que o Pantanal possui características ambientais únicas. Áreas úmidas como essa apresentam rigidez locacional absoluta, o que significa que não podem ser deslocadas, recriadas artificialmente em grande escala ou substituídas caso sejam degradadas.

Impactos podem atingir economia regional

Outro ponto citado é o possível impacto acumulativo das atividades de mineração no Pantanal. A exploração mineral poderia afetar atividades tradicionais da região, como pesca, pecuária e turismo ecológico, que dependem diretamente da conservação do bioma.

O debate agora segue nas comissões da Assembleia Legislativa, onde o texto poderá sofrer ajustes antes de voltar ao plenário para votação definitiva. O resultado poderá definir novas regras para a proteção ambiental e o uso econômico do Pantanal.

E você, qual sua opinião sobre a proteção ambiental do bioma? Comente e participe do debate!

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