A 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sorriso instaurou um procedimento preparatório de inquérito civil para devassar a qualidade, segurança e regularidade do serviço prestado pela Energisa Mato Grosso na cidade.
A investigação, conduzida pelo promotor de Justiça Márcio Florestan Berestinas, mira apagões constantes, oscilações bruscas de tensão e a incapacidade da infraestrutura elétrica de acompanhar o ritmo de crescimento do município.
A fiscalização ganha contornos de urgência após denúncias formais do setor produtivo e o registro de uma tragédia provocada por falha em equipamento da concessionária no centro da cidade.
Morte na avenida central e prejuízos no comércio
Dois fatores centrais motivaram a abertura da investigação ministerial contra a concessionária:
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Tragédia e morte por explosão: O procedimento apura as causas e a responsabilidade da concessionária no acidente ocorrido em 28 de setembro de 2026, na Avenida Natalino João Brescansin. Um transformador explodiu e atingiu o morador Marcos Vinícius da Silva, que sofreu queimaduras graves e morreu dias depois. O MP exige laudos de manutenção e operação do equipamento atingido;
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Prejuízos no comércio e serviços: Representação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (ACES) apontou que quedas de energia diárias queimaram equipamentos eletrônicos, travaram máquinas de cartão, paralisaram sistemas de informática e causaram perdas financeiras em estabelecimentos comerciais;
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Censo de danos com empresários: Um formulário eletrônico será aplicado pela CDL e pela ACES junto aos comerciantes para mapear o tamanho do prejuízo financeiro, perda de mercadorias e a quantidade de aparelhos queimados na cidade.
Perícia técnica, Procon e cobrança na Aneel
O Ministério Público notificou a Energisa a apresentar relatórios de investimentos, histórico de interrupções e registros de pedidos de ressarcimento de danos nos últimos meses.
Além da concessionária, foram acionados o Procon de Sorriso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil.
O promotor determinou a realização de perícias técnicas independentes para medir a qualidade da voltagem entregue às casas e empresas locais. Caso fiquem comprovadas as omissões na manutenção da rede, o MP poderá propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com pesadas multas ou mover uma Ação Civil Pública contra a empresa.
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