O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trouxe dados preocupantes sobre a realidade das favelas em Mato Grosso. Segundo o levantamento e publicado pela redação do CenárioMT anteriormente, o estado possui 58 favelas e comunidades urbanas, onde residem mais de 81 mil pessoas, o equivalente a 2,2% da população mato-grossense.
A maior parte dessas comunidades está concentrada na capital, Cuiabá, que abriga 47 favelas e mais de 80 mil moradores. Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Cáceres também possuem favelas em seus territórios. A pesquisa destaca que, apesar dos desafios enfrentados por essas populações, houve avanços em relação ao acesso a serviços básicos como água potável e coleta de lixo. No entanto, a falta de saneamento básico completo e a irregularidade fundiária ainda são problemas comuns nesses locais.
A desigualdade social é uma marca presente nas favelas mato-grossenses. Os dados do Censo revelam que a população residente nesses locais é mais jovem e possui menor escolaridade em comparação com a média estadual. Além disso, há uma concentração maior de pessoas autodeclaradas pardas e pretas nas favelas.
A situação das favelas em Mato Grosso exige atenção das autoridades e da sociedade como um todo. É fundamental que sejam implementadas políticas públicas que visem à melhoria das condições de vida dessas comunidades, como a regularização fundiária, a expansão do acesso a serviços básicos e a promoção de programas de geração de renda e inclusão social.
A pesquisa do IBGE serve como um alerta para a necessidade de investimentos em políticas habitacionais e urbanas que garantam o direito à cidade para todos os cidadãos.