Dengue: Com casos positivos em alta, município faz bloqueio químico no Parque dos Buritis

De janeiro até esta quarta-feira, 315 casos positivos de dengue foram confirmados em Lucas do Rio Verde

Técnicos da Coordenadoria de Vigilância Ambiental de Lucas do Rio Verde têm realizado ações de bloqueio químico para conter o avanço da dengue no município. Na tarde desta quarta-feira (16), eles visitaram o bairro dos Buritis, próximo à Prefeitura Municipal.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Ambiental, Miriam Campos, o bloqueio químico é um dos procedimentos adotados quando o índice de contaminação por dengue está muito alto. Antes, os agentes fazem a investigação de eventuais focos e analisam a necessidade de aplicar o produto químico na localidade.

“A gente faz busca ativa, que é verificar quanto tempo essa pessoa está com sintomas, se ela adquiriu ou não no município, o índice da infestação desse bairro, quanto tempo foi realizado o bloqueio, se está dentro do prazo”, detalhou Miriam.

bloqueio quimico -CenárioMT

A aplicação do produto químico é feita num raio de 300 metros. Ele extermina apenas mosquitos adultos e só tem eficácia por cerca de 40 minutos. “Então assim nós ainda apostamos na eliminação mecânica dos depósitos para que os vetores não possam proliferar”, acrescenta.

Ação preventiva contra a dengue

Segundo a coordenadora, a aplicação de produto químico seria a última ação de combate ao vetor, o mosquito aedes aegypti. Até chegar nesta etapa, os agentes já orientaram sobre cuidados básicos nas residências. Entre eles estão a limpeza de calhas, eliminação de água de pequenos recipientes, tratamento adequado em ralos e acondicionamento do lixo.

“Todo esse processo de orientação de promoção e saúde. Na última instância a gente trabalha o contra baixo volume, que é aplicação do residual do produto químico”, explica.

Números

Desde o início do ano, 449 casos de dengue foram notificados. Destes, 315 foram confirmados e há ainda 85 casos suspeitos que aguardam resultado de exames.

O município ainda registrou, neste mesmo período, um caso de zika vírus. Não houve notificação de casos de chikungunya.

O numero é bem acima do registrado entre janeiro e março do ano passado. Houve, naquele período, 344 notificações com 193 casos positivos. Houve ainda o registro de dois casos de zika vírus.

“A preocupação nossa intensifica, pois é um período quente, um período de chuva. Então, precisamos intensificar as ações no combate a vetores”, acentuou Miriam Campos.

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