A falta de logística é o principal obstáculo para o desenvolvimento do setor mineral em Mato Grosso, conforme apontado pelo representante da Agência Nacional de Mineração no estado, Jocy Miranda. A declaração foi feita durante uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) criado para propor políticas públicas para a exploração de recursos minerais no estado.
Miranda destacou a importância da normatização de políticas públicas para atrair investimentos e impulsionar o setor. Ele também ressaltou que Mato Grosso é o terceiro maior produtor de ouro do Brasil, com uma produção anual entre 18 e 20 toneladas. No entanto, a falta de infraestrutura logística dificulta o transporte de outros minerais, como ferro e manganês, e o beneficiamento de rochas ornamentais.
O GT, liderado pela vice-presidente Thaís Costa, tem como objetivo central a criação de políticas públicas para o setor mineral. A discussão, que já dura quase dois anos, envolve diversos setores da sociedade e busca soluções para impulsionar o desenvolvimento da mineração em Mato Grosso.
A analista ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Sheila Klener, reforçou a importância da participação da sociedade civil nos debates. Ela destacou que Mato Grosso é o sexto maior produtor mineral do país e tem potencial para crescer, desde que o estado ofereça as condições necessárias.
O presidente do Centro Acadêmico de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maikon Cardoso, também participou da reunião e falou sobre a formação de profissionais para o setor mineral.
Além do ouro, Mato Grosso produz calcário e diamante, e há perspectivas de produção de outros minerais, como zinco e cobre.