O Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT) apresentou, nesta semana, um panorama detalhado de sua atuação entre setembro de 2024 e setembro de 2025, reforçando seu papel como maior centro oncológico do estado.
Apesar de prestar atendimento integral e ser referência no SUS há 26 anos, a instituição opera com um significativo déficit financeiro.
No período analisado, o HCanMT realizou 246.891 atendimentos, incluindo 127.011 consultas, 37.562 sessões de quimioterapia e 5.632 cirurgias.
Esse volume expressivo reflete a crescente demanda por tratamento oncológico em Mato Grosso e a alta capacidade técnica da instituição.
Déficit estrutural exige doações
O relatório financeiro revela que o financiamento público está aquém das necessidades assistenciais. A receita mensal do hospital é de R$ 6,8 milhões (R$ 5,3 milhões via contrato SUS), mas as despesas mensais somam R$ 10,1 milhões, gerando um déficit estrutural de R$ 3,3 milhões.
A diretora administrativa, Renata Oliveira, explicou que a diferença é crítica: “Há casos em que um paciente internado gera um repasse de R$ 1.438 pelo SUS, enquanto o custo real desse mesmo paciente pode chegar a R$ 8.050.” Esse custo real só é coberto graças às doações e parcerias da sociedade, que garantem a sustentabilidade e a continuidade do atendimento.
Expansão e prevenção
Além da assistência hospitalar, o HCanMT investe na prevenção com o Ônibus do HCan, que já percorreu mais de 60 municípios, realizando mais de 100 mil atendimentos preventivos gratuitos, essenciais para aumentar as chances de cura. Para 2026, o hospital planeja melhorias estruturais, como:
- Aquisição de um novo acelerador linear de radioterapia.
- Criação de novos leitos adultos e pediátricos.
- Construção de um novo Pronto Atendimento Oncológico.
O presidente Laudemir Moreira Nogueira reforçou que a transparência é um compromisso da instituição e que cada recurso investido se transforma em “cuidado, acolhimento e vida”.




















