História e Geologia: Mato Grosso relembrou ontem os 71 anos do maior terremoto do Brasil

O registro histórico do evento é cercado de curiosidades técnicas.

O último sábado (31) marcou os 71 anos do maior abalo sísmico já documentado em solo brasileiro: o terremoto da Serra do Tombador. Ocorrido em 1955, no interior de Mato Grosso, o sismo atingiu a magnitude de 6,2 e, embora tenha sido sentido por poucas pessoas devido à baixa densidade populacional da época, consolidou o estado como um ponto de atenção no mapa da sismologia nacional.

O registro histórico do evento é cercado de curiosidades técnicas. Naquela data, o único sismógrafo oficial do país, no Rio de Janeiro, estava inativo. O tremor só não passou em branco para a ciência porque foi captado por um instrumento no Observatório Dom Bosco, em Cuiabá, e por quase uma centena de estações estrangeiras. Essa rede internacional permitiu estimar a potência do abalo, que ainda hoje lidera o ranking dos sismos “tipicamente brasileiros” — aqueles que ocorrem no meio da placa tectônica e não nas bordas.

A atividade geológica em Mato Grosso não ficou restrita ao passado. O estado segue apresentando movimentos frequentes; apenas em 2025, foram registrados nove tremores, sendo o maior deles um abalo de magnitude 4,4 em Poconé, no mês de março.

O ano de 2026 também já entrou para as estatísticas. No dia 20 de janeiro, um sismo de magnitude 2,1 foi detectado próximo a Barão de Melgaço. Esses dados reforçam que, embora o grande evento de 1955 seja um marco histórico, o monitoramento contínuo da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) permanece fundamental para entender o comportamento do solo mato-grossense.

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