Operação Sangria mira grupo ligado ao tráfico de drogas em Cuiabá

Polícia Civil cumpre 24 ordens judiciais contra investigados por abastecer pontos de venda de drogas em Cuiabá e bloquear contas bancárias.

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Sangria para desarticular uma quadrilha investigada por abastecer e distribuir drogas em Cuiabá. A ação cumpriu 24 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias.

Conforme divulgado pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).

De acordo com a investigação, conduzida durante vários meses pela Denarc, o grupo era responsável pelo fornecimento de entorpecentes para diversos pontos de comercialização no município. As apurações tiveram como principal base a análise pericial de aparelhos celulares apreendidos em ações anteriores.

Segundo a Polícia Civil, o material extraído dos dispositivos permitiu identificar a estrutura da organização, incluindo lideranças, distribuidores, revendedores, transportadores e pessoas responsáveis pela movimentação financeira. As investigações também apontaram negociações diárias envolvendo a comercialização de drogas, abastecimento de pontos de venda, arrecadação de valores e prestação de contas entre os integrantes.

As apurações ainda identificaram intensa movimentação financeira por meio de contas bancárias e chaves Pix registradas em nome de terceiros, utilizadas, conforme a investigação, para ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento patrimonial. Com base nesses elementos, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias, limitado a até R$ 300 mil por investigado.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à estratégia de descapitalização da organização criminosa. Além da responsabilização criminal dos investigados, a medida busca reduzir a capacidade financeira do grupo para manter as atividades relacionadas ao tráfico de drogas em Mato Grosso.

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