Cerco ao assédio eleitoral e violência de gênero: MPF e órgãos de Mato Grosso lançam ofensiva pelo voto livre

Parceria com TRT23, MPT e TRE-MT reúne quadrinhos de conscientização no trabalho e vídeos orientativos contra agressões a candidatas.

Para barrar a coerção eleitoral no ambiente de trabalho e combater a violência política contra mulheres em Mato Grosso, o Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT-MT), TRT da 23ª Região e TRE-MT, colocou em campo um conjunto de ações educativas e de fiscalização em Mato Grosso.

A ofensiva combina veiculação de tirinhas educativas na imprensa regional com o lançamento da campanha nacional “Política é substantivo feminino”, focada em punir o constrangimento e a intimidação de candidatas e gestoras públicas.

Assédio eleitoral no trabalho sob o rito do Pacto pelo Voto Livre

Diante do risco de empresários e chefias pressionarem funcionários por votos, as instituições que integram o Pacto pelo Voto Livre no Trabalho lançaram um canal direto de conscientização:

  • Quadrinhos de orientação: Em parceria com o Grupo Gazeta, tirinhas ilustradas passaram a ser publicadas no caderno de Política do Jornal A Gazeta e reproduzidas nas redes sociais oficiais do TRT, MPT e MPF;

  • Garantia do sigilo: O material detalha de forma simples o que caracteriza o assédio eleitoral patronal (como promessa de bônus, ameaça de demissão ou uso de uniformes partidários) e reforça que o voto é secreto e inviolável.

Violência política de gênero

No combate aos ataques direcionados às mulheres na política, o MPF e o TSE disponibilizaram uma série de cinco vídeos e cartilhas orientativas:

  • Prioridade de investigação: O Ministério Público Eleitoral é o único órgão com poder legal para investigar e denunciar criminalmente os casos de violência política de gênero na Justiça Eleitoral;

  • Tramitação rápida: Processos que envolvem ofensas, ameaças ou impedimento do exercício do mandato feminino têm prioridade regimental de apuração em Mato Grosso;

  • Como denunciar: A população e candidatas que sofrerem intimidações podem protocolar denúncias diretamente na página da campanha “Política é substantivo feminino” ou no sistema MPF Serviços.

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