A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio de seu Grupo de Trabalho da Mineração, estabeleceu um acordo de cooperação técnica com o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM).
A parceria visa tirar do papel o projeto Ouro sem Mercúrio na região da Baixada Cuiabana, um plano estrutural que pretende modernizar o garimpo local e alinhar o setor de mineração de pequena e média escala às exigências globais de sustentabilidade e governança.
O programa ataca um dos gargalos ambientais e de saúde pública mais críticos da atividade mineral no estado: a contaminação de rios e a exposição de operadores ao mercúrio, substância historicamente utilizada para separar o ouro de outros sedimentos.
Substituição tecnológica e rastreabilidade com IA
O projeto redesenha o fluxo operacional dos garimpos e cooperativas da Baixada Cuiabana por meio de três pilares de inovação:
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Processamento Limpo: Substituição dos métodos tradicionais de amalgamação por sistemas de gravidade, centrifugação e reagentes biodegradáveis, eliminando totalmente o uso de mercúrio.
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Rastreabilidade Digital: Implementação de ferramentas de monitoramento baseadas em inteligência artificial e soluções digitais, o que permitirá auditar a cadeia produtiva desde a lavra de origem até o consumidor final, inibindo a lavagem de ativos e o garimpo ilegal.
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Verticalização da Produção: Criação de um Polo Joalheiro Regional para que o ouro extraído em Mato Grosso seja transformado em joias e produtos de alto valor agregado dentro do próprio estado, gerando emprego e renda qualificada.
Formalização de mercado e impacto socioambiental
Lideranças do parlamento estadual e diretores do setor mineral enfatizaram que a transição tecnológica confere segurança jurídica e abre mercados internacionais para o ouro mato-grossense, que passa a contar com um “selo verde” de responsabilidade socioambiental.
O avanço na regulação também protege as comunidades ribeirinhas e os recursos hídricos da bacia do Rio Paraguai contra o passivo do metal pesado. Com o início da implantação das diretrizes do plano, a expectativa do Grupo de Trabalho da ALMT é transformar a Baixada Cuiabana em um modelo nacional de mineração cooperativa sustentável, provando a viabilidade de conciliar a exploração de riquezas naturais com a preservação do bioma local.
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