A atacante brasileira Gio Garbelini, do Atlético de Madrid, foi acusada de proferir uma ofensa racista durante a semifinal da Copa da Rainha, disputada na última terça-feira (18), na Espanha. A denúncia consta na súmula da partida, vencida pelo clube madrilenho por 1 a 0, resultado que garantiu a classificação à final.
De acordo com o relatório da arbitragem, o episódio teria ocorrido aos 44 minutos do segundo tempo, logo após a expulsão de Fatou Dembele. Segundo o documento, a goleira do Tenerife, Noelia Ramos, afirmou que a brasileira teria se aproximado da jogadora expulsa e a chamado de “negra”.
A equipe de arbitragem informou que não ouviu diretamente a suposta ofensa, mas, diante da denúncia, acionou o protocolo antirracismo, o que resultou na paralisação da partida por cerca de cinco minutos.
Após o apito final, houve registro de tumulto na saída das atletas em direção aos vestiários. Conforme a súmula, a arbitragem já estava no interior do estádio quando foi informada sobre a confusão pelo delegado da partida. O relato menciona gritos e a necessidade de intervenção policial. A situação foi controlada após a retirada de Fatou Dembele do local por companheiras de equipe.
Em manifestação pública, Gio Garbelini negou as acusações de forma enfática. A jogadora afirmou que não proferiu qualquer comentário racista ou ofensivo.
“O que foi registrado simplesmente não aconteceu. O racismo é algo que rejeito profundamente. Vai contra tudo o que sou e tudo o que vivi no esporte”, declarou. A atleta também afirmou confiar no esclarecimento dos fatos e disse que não aceitará a acusação em silêncio.
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