Partida válida pela semifinal da Copa do Mundo de 2026 ficou fora da programação da emissora e chamou a atenção dos torcedores brasileiros.
A semifinal entre França e Espanha, disputada nesta Copa do Mundo de 2026, chamou atenção não apenas pelo futebol apresentado em campo, mas também por um detalhe fora das quatro linhas: a ausência da Globo na transmissão do confronto.
Acostumados a acompanhar os principais jogos do Mundial pela emissora, muitos torcedores estranharam o fato de a partida não ter sido exibida na TV aberta. A situação marcou uma mudança importante no modelo de distribuição dos direitos de transmissão da competição.
O motivo está na divisão dos direitos comerciais da Copa do Mundo de 2026. Diferentes plataformas passaram a compartilhar a exibição das partidas, algo que se tornou cada vez mais comum nos grandes eventos esportivos internacionais.
Divisão dos direitos mudou cobertura da Copa
Nesta edição do Mundial, os jogos foram divididos entre diferentes detentores de direitos. O acordo estabeleceu critérios para a escolha dos confrontos mais importantes da competição, incluindo as semifinais.
Com isso, França x Espanha ficou sob responsabilidade de outra plataforma, enquanto a Globo concentrou sua cobertura na outra semifinal do torneio.
A estratégia faz parte de um movimento que vem transformando o mercado esportivo nos últimos anos, com o crescimento das transmissões digitais e o compartilhamento dos direitos entre diferentes empresas.
Fato raro na história da Globo
A ausência da emissora em uma das semifinais da Copa chamou atenção porque rompe uma tradição construída ao longo de décadas.
Desde 1970, quando começou a transmitir o Mundial, a Globo esteve presente nos principais momentos da competição. Em praticamente todas as edições, a emissora exibiu pelo menos uma das semifinais do torneio.
O episódio mais próximo ocorreu justamente na Copa de 1970, disputada no México. Naquele ano, as semifinais aconteceram simultaneamente e a emissora transmitiu apenas o duelo entre Brasil e Uruguai.
Já nas Copas de 1974 e 1978 não existiam semifinais no formato atual. O regulamento previa uma segunda fase em grupos, que definia diretamente os finalistas.
Nova realidade das transmissões esportivas
A Copa do Mundo de 2026 consolidou uma tendência observada nos últimos anos: a presença cada vez maior das plataformas digitais na transmissão de grandes eventos esportivos.
O cenário atual é bastante diferente daquele vivido por gerações de torcedores que acompanhavam praticamente toda a competição por uma única emissora de televisão.
Hoje, direitos de transmissão são compartilhados entre TV aberta, canais fechados, streaming e plataformas digitais, ampliando as opções de acesso ao conteúdo, mas também fragmentando a audiência.
O futuro das transmissões da Copa
A tendência é que as próximas edições da Copa do Mundo sigam um modelo semelhante, com participação crescente de diferentes empresas e plataformas.
Para o torcedor, isso significa mais opções para acompanhar os jogos, mas também o fim de algumas tradições que marcaram a história das transmissões esportivas no Brasil.
Por isso, a ausência da Globo em França x Espanha acabou se tornando uma das curiosidades mais comentadas desta Copa do Mundo de 2026, simbolizando uma nova era na forma como os brasileiros acompanham o maior torneio de futebol do planeta.
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