Museu do Folclore ganhará novo prédio no jardim do Museu da República no Rio

Acordo entre instituições federais prevê a construção de uma nova unidade para ampliar a preservação e a exposição da cultura popular brasileira no Rio de Janeiro.

Os jardins do Museu da República, na zona sul do Rio de Janeiro, vão receber uma nova unidade dedicada ao Museu do Folclore Edison Carneiro. O acordo para a construção do prédio foi assinado nesta sexta-feira (13) entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

A iniciativa permitirá a expansão do espaço voltado à cultura popular brasileira, reunindo obras de artesãos de diversas regiões do país, registros de saberes tradicionais e modos de fazer que compõem o patrimônio cultural brasileiro.

O novo edifício será construído em uma área do jardim do Museu da República, próxima ao atual Museu do Folclore. A proposta é integrar estruturas do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), ampliar a reserva técnica e oferecer melhores condições para pesquisas e atividades educativas.

O projeto também prevê a criação de auditório e áreas destinadas a programas educativos e eventos, além de espaços adequados para conservação e exibição do acervo.

Segundo o presidente do Iphan, Leandro Grass, o investimento previsto para a iniciativa varia entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões. Os recursos devem vir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e incluem reformas na sede atual e em outras unidades ligadas ao CNFCP. A expectativa é que o processo de licitação seja concluído ainda este ano.

De acordo com Grass, a ampliação permitirá tornar o acervo mais acessível tanto para pesquisadores quanto para o público em geral. O novo prédio também vai reforçar a estrutura de armazenamento e preservação das peças.

Ampliação do acervo

O diretor do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Rafael Barros, afirmou que a criação do novo espaço atende a uma demanda antiga da instituição. Atualmente, a reserva técnica reúne mais de 20 mil objetos relacionados à cultura popular brasileira.

Com a construção da nova unidade, a área destinada à reserva técnica deverá ser triplicada, garantindo melhores condições de conservação e ampliando as possibilidades de pesquisa e visitação.

Entre as propostas do projeto está a utilização de paredes de vidro na nova estrutura, permitindo que visitantes observem parte do acervo mesmo quando as peças estiverem armazenadas. A ideia é aproximar moradores, turistas e pesquisadores da riqueza cultural preservada pelo centro.

Para Barros, o museu desempenha um papel importante ao conectar o público com as origens culturais do país. A atual sede funciona na antiga Casa da Guarda do Museu da República.

A presidenta do Ibram, Fernanda Castro, destacou que a ampliação representa um avanço na valorização do patrimônio cultural brasileiro. Segundo ela, preservar manifestações culturais populares significa garantir memória e referência para políticas públicas voltadas à cultura.

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular foi criado no final da década de 1950 e atualmente está vinculado ao Iphan. A instituição abriga cerca de 17 mil objetos e aproximadamente 200 mil documentos bibliográficos e audiovisuais relacionados às tradições culturais do país.

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