O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a cair na conta dos trabalhadores brasileiros a partir desta segunda-feira (2). O valor, que representa um aumento de 6,79% (R$ 103 a mais), já deve constar no contracheque referente ao mês de janeiro.
O reajuste foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025 e segue a política de valorização que combina a inflação (INPC) com o crescimento do PIB, respeitando os limites do arcabouço fiscal. Com o novo piso, o valor diário do trabalho passa a ser de R$ 54,04 e a hora trabalhada chega a R$ 7,37.
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Impactos no INSS e Benefícios
O reajuste do mínimo não afeta apenas quem está na ativa, mas serve de base para aposentadorias, pensões e outros auxílios. Para quem recebe o piso do INSS, o valor já está sendo pago desde o dia 26 de janeiro, seguindo o calendário conforme o número final do cartão.
- Aposentadorias e Pensões (Piso): R$ 1.621
- Benefícios acima do piso: Reajuste de 3,90%
- Teto do INSS: R$ 8.475,55
- Seguro-Desemprego: Parcela mínima de R$ 1.621 e máxima de R$ 2.518,65
Novas Alíquotas de Contribuição
Com a mudança no salário base, as faixas de contribuição previdenciária para trabalhadores CLT também foram atualizadas:
- Até R$ 1.621: 7,5%
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Contribuições para MEI e Autônomos
Microempreendedores Individuais (MEI) e contribuintes facultativos também precisam ficar atentos aos novos valores dos boletos (DAS/GPS):
- MEI e Baixa Renda (5%): R$ 81,05
- Plano Simplificado (11%): R$ 178,31
- Plano Normal (20%): R$ 324,20
Segundo o Dieese, o novo valor deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira em 2026, beneficiando diretamente mais de 61 milhões de pessoas.
Fonte: Redação CenárioMT com informações da Agência Brasil.
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