Governo intensifica combate a abusos nos combustíveis e promete fiscalização rigorosa

Medidas incluem ações integradas de fiscalização e propostas de desoneração para conter aumentos indevidos nos preços.

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) o reforço nas ações de controle sobre os preços dos combustíveis, com o objetivo de coibir reajustes considerados indevidos e práticas que possam configurar crime contra a economia popular.

Durante evento em São Paulo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a atuação será contínua e sem interrupções. Segundo ele, diferentes órgãos federais estão mobilizados em uma força-tarefa para monitorar o mercado e garantir que os valores praticados estejam dentro dos parâmetros esperados.

A fiscalização envolve a Polícia Federal, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Receita Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e órgãos de defesa do consumidor nos estados. A iniciativa busca identificar abusos e combater tanto irregularidades comerciais quanto possíveis formações de cartel no setor.

Além das ações de controle, o governo também adotou medidas econômicas para reduzir a pressão sobre os preços. Entre elas, está a proposta para que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o ICMS sobre a importação de diesel, com compensação parcial da União pelas perdas de arrecadação.

Outra medida já implementada foi a suspensão das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, tanto na importação quanto na comercialização, como forma de mitigar os impactos da alta do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas.

No campo da fiscalização, a Polícia Federal já instaurou inquéritos para investigar suspeitas de irregularidades. Dados recentes apontam que 46 postos e uma distribuidora foram inspecionados em 22 cidades de dez estados e no Distrito Federal, resultando em autos de infração e interdições.

De acordo com a ANP, as penalidades podem variar significativamente, com multas que vão de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, dependendo da gravidade das infrações e do porte das empresas envolvidas.

O governo afirma que a combinação de fiscalização intensificada e medidas econômicas visa proteger o consumidor e garantir maior estabilidade nos preços praticados no país.

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