Cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em fevereiro, aponta levantamento da Conab e Dieese

Estudo mostra aumento do custo em parte das capitais, enquanto itens como óleo de soja, café e açúcar registraram queda de preços

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgaram, nesta segunda-feira (9), a análise mensal da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, referente a fevereiro de 2026. O levantamento aponta que o custo da cesta básica aumentou em 14 das 27 capitais brasileiras no comparativo com janeiro.

Entre as maiores altas registradas no período estão Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%). Por outro lado, as principais quedas ocorreram em Manaus (-2,94%), Cuiabá (-2,10%), Brasília (-1,92%), Florianópolis (-1,09%) e Porto Alegre (-1,07%).

São Paulo tem a cesta básica mais cara do país

Entre as capitais analisadas, São Paulo registrou o maior custo médio da cesta básica, chegando a R$ 852,87. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53), Cuiabá (R$ 793,77) e Porto Alegre (R$ 786,84).

Nas capitais das regiões Norte e Nordeste, onde a cesta básica possui 12 itens – diferente das regiões Centro-Sul, que possuem 13 –, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69) e Maceió (R$ 603,92).

Óleo de soja registra queda em quase todo o país

Entre os itens analisados, o óleo de soja apresentou queda de preços em 26 capitais. As reduções variaram de -7,05% em Boa Vista a -0,27% em Brasília, enquanto em São Luís o preço permaneceu estável.

Segundo o estudo, a queda está associada ao excesso de oferta do grão e à desvalorização do dólar frente ao real, fatores que reduziram a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e pressionaram os preços do óleo também no varejo.

Açúcar, café e arroz também registram recuo

O preço do açúcar ficou mais barato em 20 capitais. As maiores quedas ocorreram em Cuiabá (-5,33%) e Fortaleza (-0,26%). Em Boa Vista, Porto Velho e São Luís, os valores permaneceram estáveis, enquanto a maior alta foi registrada em Salvador, com aumento de 1,60%.

O café em pó também apresentou queda em 21 cidades, com reduções mais expressivas em Florianópolis (-4,30%) e Cuiabá (-3,86%). Já em cinco capitais houve aumento, com destaque para Macapá, onde o preço subiu 3,59%.

No caso do arroz agulhinha, o valor do quilo caiu em 16 capitais. As maiores reduções foram registradas em Curitiba (-7,40%), Salvador (-7,09%) e Vitória (-5,11%). Em outras nove cidades houve aumento, sendo o maior em Florianópolis (3,53%).

Preço do leite apresenta queda em parte das capitais

O leite integral apresentou redução de preços em 15 capitais brasileiras. As quedas mais expressivas ocorreram em Rio Branco (-4,78%), Cuiabá (-3,60%) e Campo Grande (-3,40%).

Em Manaus e São Luís, o preço permaneceu estável, enquanto outras dez capitais registraram aumento, com a maior alta observada em Curitiba (2,28%). De acordo com o estudo, a importação de derivados lácteos ajudou a reduzir os preços no varejo, mesmo com o início da entressafra da produção.

Pesquisa passa a abranger todas as capitais

A coleta de preços da cesta básica foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras graças à parceria entre a Conab e o Dieese. A iniciativa busca fortalecer a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

Os primeiros resultados da pesquisa abrangendo todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025, ampliando o monitoramento dos preços dos alimentos essenciais no país.

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