O Banco Central (BC) anunciou nesta terça-feira (24) um conjunto de medidas para aumentar a segurança e a gestão das Contas Pagamentos Instantâneos (Conta PI), utilizadas por bancos e outras instituições para liquidar transações em tempo real.
As ações vêm dois dias após um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões do Banco BTG Pactual, mas o BC afirma que as mudanças fazem parte de uma nova etapa de modernização do sistema de pagamentos no país, integrada ao Agenda BC.
O que muda?
As medidas ampliam ferramentas de monitoramento e de resposta a riscos operacionais e fraudes, com foco nas contas utilizadas no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).
Conta PI
A Conta PI permite que as instituições mantenham recursos no Banco Central para viabilizar liquidações instantâneas, sendo essencial para o funcionamento seguro do sistema.
Novas regras
- Limite mínimo de saldo operacional
- Bloqueio automático da conta
- Canal alternativo para consulta de extrato
Mais controle
O limite mínimo impede que novas transações sejam autorizadas quando o saldo estiver abaixo do valor definido, funcionando como um piso de segurança para evitar perdas em caso de irregularidades.
Bloqueio automático
Quando ativado, o bloqueio automático interrompe novas operações se o saldo atingir o limite mínimo, exigindo desbloqueio manual pela instituição.
Canal extra
O BC também criou um canal alternativo para consulta de extratos, permitindo o acompanhamento das movimentações mesmo em falhas de acesso à rede do sistema financeiro.
Desde 2025, já estavam disponíveis recursos como monitoramento de saldo em tempo real, alertas automáticos de risco e bloqueio e desbloqueio manual das contas.
Objetivo
O Banco Central informa que as medidas visam reforçar a segurança operacional, proteger os recursos das instituições e aumentar a confiança no sistema financeiro, além de melhorar a capacidade de adaptação do ambiente de pagamentos instantâneos no Brasil.
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